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quinta-feira, 19 de junho de 2008



Tula Ellice Finklea

Faleceu ontem, com 87 anos de idade, uma mulher de sonho.
Representou junto de Fred Astaire e Gene Kelly, deixando-nos para sempre presos à sua sensualidade e movimentos de pernas.
Uma deusa criada no Texas por uma familia de joelheiros, apresentava em criança uma saude pouco estavel, razão pela qual decidiu entrar em aulas de dança para reforçar o corpo. No entanto, aos 14 anos este hobbie passou a carreira quando se apresentou numa audição que mais tarde lhe proporcionou a entrada no Ballet Russo de Monte Carlo.
Ficam aqui registadas as saudades da Idade de Ouro de Hollywood. ...




quarta-feira, 5 de março de 2008

O mundo das Vixen!

"His first feature, the nudist comedy The Immoral Mr. Teas (1959), cost $24,000 to produce and eventually grossed more than $1,000,000 on the independent/exploitation circuit, ensconcing Meyer as "King of the Nudies." Over the next decade, he made nearly twenty movies with a trademark blend of warped humor, huge-breasted starlets and All-American sleaze, including such notable films as Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965) and Vixen! (1968). Russ Meyer was a true auteur who wrote, directed, edited, photographed and distributed all his own films. He was able to finance each new film from the proceeds of the earlier ones, and became very wealthy in the process." Russ Meyer era um dos mais proeminentes realizadores de filmes de sexploitation, como o nome indica, de exploração do sexo e da sexualidade. Russ Meyer era libertino, amava mulheres. Amou as mulheres mais bonitas da sua época, obrigava-as a incursar relações sexuais com prostitutas. Russ Meyer fazia o casting de mulheres no primeiro trimestre da gravidez pois dava-se um aumento natural do peito.
Mas Russ Meyer também deu poder às mulheres, as suas female carachters eram as mais fortes, as mais bonitas. Tomavam conta do homem física e psicologicamente.
Vi Lorna (1964) numa sessão do Fantas...

Nota: a cena final de Death Proof (2006), do Tarantino, hm, de onde virá?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Lust Caution


É uma história que já ouvimos, lemos ou vimos. Um pouco previsível, por vezes, mas eloquentemente contada por Ang Lee na sua 8ª participação com o argumentista James Shamus. A acção dá-se em plena segunda guerra sino-japonesa e os locais são Xangai e Hong Kong flagrantemente dominados pela cultura Ocidental. E é aí que uma inocente estudante, imbuída do patriotismo que preenche a Nação e os seus colegas da companhia de teatro, transforma uma actuação numa realidade sem ponto de fuga. Em cada plano se sente a Lust, em cada movimentação da história o Caution.

Um óptimo ensemble cast do qual se salientam, como não poderia deixar de ser, Wei Tang, o Sr. Yee, Tony Leung Chiu Wai, e Lee-Hom Wang que passam para os espectadores a sensação da história ser não só da época, do local, deles mas também nossa. Nota-se, do mesmo modo, que a banda sonora dificilmente poderia ter uma maior cumplicidade com a película do que consegue alcançar.

Lust, Caution arrecadou já um Leão e um Globo de Ouro entre outros prémios e nomeações enquanto o seu realizador conquistou o Oscar por Brokeback Mountain e esteve nomeado por O Tigre e o Dragão.
Numa outra nota este filme faz menção a Penny Serenade (1941) e a visita de Cary Grant é, em qualquer altura, uma agradável surpresa.

Este blog aconselha ainda, dentro da experiência de Ang Lee, Pushing Hands (1992), The Ice Storm (1997) e O Tigre e o Dragão (2000), ou, ainda, Sense and Sensibility, The Wedding Banket e Brokeback Mountain.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008



É uma comedia, um drama, um romance, mas acima de tudo um grande filme sobre uma epoca que jamais pode ser esquecida. Espanha em plena Guerra Civil, um soldado desertor, uma prostituta, um bom homem amante de uma grande mulher e amigo do seu rico marido (ou marido rico), quatro lindas filhas. Sexo, mortes, travestis, beatas, padres republicanos, e jovens apoiantes da monarquia.
Hilariante do inicio ao fim, sem nunca se tornar vulgar, sem nunca perder o seu conteudo, sem nunca nos fazer esquecer a lagrima no canto do olho.
Para ver e rever.
Belle Époque 1992



É de salientar o grande papel de Jorge Sanz, Penelope Cruz e Fernando Fernán Gómez.
Realizado por Fernando Trueba.
Vencedor do Oscar de Melhor filme estrangeiro (94), entre outros premios.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Devotion to a doomed empire


Farewell My Concubine de 1993 esteve nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e arrecadou a Palma de Ouro em Cannes nesse ano.
É um bom dia para fazer um tributo à magia, grandiosidade e opulência do cinema épico asiático.
Elogiemos a metáfora. Ou 163min com 52 anos de História de um realismo overwhelming.

The play tells the story of Xiang Yu (232bC - 202bC), the self-styled "Overlord of Western Chu"who battled for the unification of China with Liu Bang, the eventual founder of the powerful Han Dynasty. In the play, Xiang Yu is surrounded by Liu Bang's forces and is on the verge of total defeat, so he calls forth his horse and begs it to run away for the sake of its own safety. Against his wishes, the horse refuses. He then calls for the company of his favorite concubine, Yu Ji. Realizing the dire situation that has befallen them, she begs to die alongside her master, but he strongly refuses this wish. Afterwards, as he is distracted, Yu Ji commits suicide with Xiang Yu's own sword.

Amends or reparation made for an injury or wrong

Atonement de Joe Wright é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes do presente ano e uma obra prima dos últimos. Nomeado para 7 Óscares e vários outros prémios cujas categorias variam entre melhor cinematografia, melhor motion picture, melhore actor e melhor actriz e melhor actriz secundária; é, Joe Wright, o mesmo autor de Pride and Prejudice de 2005 e a actriz, a sua musa Keira que assim como no novel de Jane Austen, no romance de Ian McEwan respira as emoções da personagem e inspira a audiência com elas.
A performance de James McAvoy é simplesmente um breaktrough que consegue superar o Dr. Nicholas Garrigan d'O último rei da Escócia e cujo carisma é de tal modo viciante que vai continuar a agarrar o espectador mesmo após o merecido cigarro necessário para encerrar tantas emoções. Mas deve salientar-se que é Saoirse Ronan que consolida todo o filme. Poderia, antes, ter-me referido a Briony Tallis, a personagem, interpretada por três gerações de mulheres mas estaria a descurar uma das melhores child performance que alguma vez vi (digam o que disserem de Dakota Fanning).
A concorrer directamente com Michael Clayton, There will be blood, No Country for old man e Juno, Expiação tem tudo para levar o Óscar de melhor filme e talvez seja melhor não nos alongarmos nos planos de pura beleza, pura simplicidade, pura calma que realizador nos concedeu, na deslumbrante fotografia e no meticuloso cuidado com que todo o historicismo do filme foi pensado.
Não me lembro de nenhum corrente filme desde The Hours que tenha tido este impacto sobre todos os contornos do cinema.